/ sentimentos

18mar 2013

Sonhos…

Postado por às 3:35 pm em Texto


       Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar…

 O Vendedor de Sonhos

18jul 2012

coração

Postado por às 10:12 pm em Texto

       Não adianta. Mudam-se as cores do inverno, os sorrisos, as páginas das revistas, as dez mais bonitas. Mudam-se as tecnologias, as manchetes, o preço do pão e o jeito como você corta o cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima lá fora, o tom do batom, a decoração, o que você espera de si mesma. Tudo muda o tempo todo. Mas uma coisa não muda. Não sai de moda. Não fica velho, nem ultrapassado. Quer saber? Acho amar a coisa mais eterna que existe. Não há nada mais moderno. Mais transgressor. Mais ousado – e mais antigo – que isso. Num tempo onde as pessoas mal têm tempo, amar virou coisa de gente corajosa. Porque é preciso muito peito (e muito jogo de cintura) para seguir o que temos de mais criativo: o coração

Fernanda Mello

17abr 2012

Abril

Postado por às 8:30 pm em Sobre mim
Abril. As vezes tenho a sensação que esse mês é meu, feito exclusivamente para mim. Não sei isso acontece com mais alguém, mas também não importa, é assim. Não só pelo meu aniversário, mas por tudo. Claro que meu aniversário tem uma grande influência né, 6 de abril. O dia do meu aniversário as vezes é tão comum, que não parece um dia especial, ninguém age como se o dia tivesse importância, por isso me obrigo a fingir que é um dia como outro qualquer. Mas o mês não. O mês de abril é meu, entende? Me obrigo a fazer com que esse mês seja o mais agradável de todos. Para que daqui algum tempo, eu olhe para trás, pense nesse mês e sinta uma vontade louca de voltar a ser feliz como estou sendo agora. É como uma motivação de vida, provando pra mim mesma que não preciso de nada pra ser feliz. Claro que acontecem coisas ruins, como ficar sem internet, perder seu celular, sua família não te dar se quer um abraço, ou ganhar um presente descente de quem você não esperava. Talvez seja por isso que tenho a necessidade de provar alguma coisa a mim. Meu mês é recheado de sorrisos e lagrimas; sorrisos para disfarçar as decepções, e lágrimas de tanta alegria. Um mês intenso.
Em 2012, no mês de abril, completei 18 anos, é como um sonho ridículo realizados sabe? me lembro quando sonhava com minha primeira menstruação, achando que seria magico e a partir daquele momento seria uma mulher, e finalmente quando aconteceu, quis nunca ter desejado aquilo, melhor, desejei ter nascido homem! Aconteceu com todas né? Pois é, fazer 18 anos foi bem parecido. Desejei no mesmo instante que de alguma forma eu voltasse aos 12 anos, ou pelo menos criar um RG fake com 14 anos. Achando que assim eu poderia enganar o mundo e me proteger. 
Já sinto o mundo jogando todo seu peso sobre mim, percebo que o que antes era sinceridade, hoje mudou de nome, vejo os que andavam comigo dizendo que estariam sempre aqui, se afastando, sem a menor culpa. Tudo que sempre priorizei, zerou, acabou, se foi. E eu fiquei. Há algo bom nisso, ver quem realmente tem valor, se sentir amada de verdade por quem fica, e saber que aquele que sempre deixei em segundo, ou terceiro ou sabe lá em qual posição, merece e sempre mereceu meu amor incondicional, Deus. Ver todos dizendo o que importa e olhar pra mim e ver que nada do que dizem faz sentido, com certeza o que sinto não fazer sentido pra muitos ai fora. Normal. É estranho me deparar hoje com o mundo, meus sonhos de 5 anos, continuam os mesmos. Até parece que não cresci. Manias e costumes, não mudaram também, e fico feliz por vê-los aqui comigo. Pelo menos isso me lembra quem eu sou, com o andar da carruagem, vou me perdendo no caminho como migalhas de pão. Me olhar no espelho hoje, é ver que tenho tudo pela frente, sou a pessoa mais sortuda do mundo, e que minha essência continua exalando seu perfume de sempre… Eu sempre vou ser aquela criancinha <3
01mar 2012

Aqui dentro

Postado por às 9:44 pm em Texto

       Ta decidido. Não posso mais voltar atrás. Fiz essa promessa quando resolvi seguir em frente. Declarei a guerra entre o meu cérebro e coração. Guardei as lembranças na última gaveta da estante da sala nova. Tirei das caixas meus maiores sonhos. Arrumei a mesa. Olhei o espaço vazio na cadeira sem saber o que fazer. Imaginei um milhão de pessoas sentadas lá. Inclusive você implicando com a cor da parede. Como eu queria me lembrar de como era antes. Sussurrei para o espelho: Onde foi que escondi o meu eu sem você?

Vi pela janela nuvens se aproximando. Choveu por semanas dentro de mim. Transbordei e ninguém nem percebeu. A dor me fez criança. Mostrou o quanto ainda tenho que aprender. Foi aí que fechei os olhos e parei de perguntar o por que.

Decido agradecer e desejar o melhor pra nós dois. Que o destino saiba exatamente o que está fazendo e que as nossas lembranças continuem de alguma forma nos unindo. E que principalmente, a vida não perca seu sentido. Literalmente.

Bruna Vieira

27fev 2012

Elogio a mim

Postado por às 9:20 pm em Texto

       Queria aproveitar pra fazer um elogio a mim. Sim, chega de me detonar (…) Queria te dizer que, apesar de você se sentir imensamente sozinha de vez em quando, eu sou milhares. E todas essas milhares te acham a melhor mulher do mundo. Queria bater palmas pra todas as vezes em que você sacrificou o que você mais amava em nome de seguir a diante com o teu fígado e todas as vezes em que ficou pequinininha para que ficar grande fosse ainda maior. Obrigada por nunca ter fugido de mim. Obrigada por ter me encontrado. Obrigada por estar aqui. Confie que agora, de dentro de mim, conquistar o mundo vai ser ridículo. Ah, e tem mais: sua bunda até que é bonitinha, mas o resto é um arraso.

       – Tati Bernardi

20dez 2011

Sentir

Postado por às 2:12 pm em Texto

       […] Sentem-se amados aqueles perdoam um ao outro e que não transforma a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amando aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amando aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amando que se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amando quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.


Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.


       Martha Medeiros

13dez 2011

Inspirações

Postado por às 3:22 pm em Inspirações

Fotos me inspiram, me traz aquele animo que preciso depois de uma segunda feira de tédio, fotos são sentimentos visíveis, e aqui, uns achados na internet…

24nov 2011

… adeus, meu amor.

Postado por às 3:19 pm em Texto


Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã – você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.

       Fabrício Carpinejar

06jul 2011

Os amigos invisíveis

Postado por às 5:19 pm em Texto
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva.
Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.
Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
Fabrício Carpinejar
01jul 2011

A Dor que dói mais

Postado por às 7:27 pm em Texto





Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.



Martha Medeiros